segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Luz na Escuridão

Um dia, um menino de 3 anos estava na oficina do pai, vendo-o fazer arreios e selas. Quando crescesse, queria ser igual ao pai.

Tentando imitá-lo, tomou um instrumento pontudo e começou a bater numa tira de couro. O instrumento escapou da pequena mão, atingindo-lhe o olho esquerdo.

Logo mais, uma infecção atingiu o olho direito e o menino ficou totalmente cego.

Com o passar do tempo, embora se esforçasse para se lembrar, as imagens foram gradualmente desaparecendo e ele não se lembrava mais das cores.

Aprendeu a ajudar o pai na oficina, trazendo ferramentas e peças de couro. Ia para a escola e todos se admiravam da sua memória.

De verdade, ele não estava feliz com seus estudos. Queria ler livros. Escrever cartas, como os seus colegas.

Um dia, ouviu falar de uma escola para cegos. Aos dez anos, Louis chegou a paris, levado pelo pai e se matriculou no instituto nacional para crianças cegas.

Ali havia livros com letras grandes em relevo. Os estudantes sentiam, pelo tato, as formas das letras e aprendiam as palavras e frases.

Logo o jovem Louis descobriu que era um método limitado. As letras eram muito grandes. Uma história curta enchia muitas páginas.

O processo de leitura era muito demorado. A impressão de tais volumes era muito cara. Em pouco tempo o menino tinha lido tudo que havia na biblioteca.

Queria mais. Como adorava música, tornou-se estudante de piano e violoncelo.

O amor à música aguçou seu desejo pela leitura. Queria ler também notas musicais.

Passava noites acordado, pensando em como resolver o problema.

Ouviu falar de um capitão do exército que tinha desenvolvido um método para ler mensagens no escuro.

A escrita noturna consistia em conjuntos de pontos e traços em relevo no papel. Os soldados podiam, correndo os dedos sobre os códigos, ler sem precisar de luz.

Ora, se os soldados podiam, os cegos também podiam, pensou o garoto.

Procurou o capitão Barbier que lhe mostrou como funcionava o método. Fez uma série de furinhos numa folha de papel, com um furador muito semelhante ao que cegara o pequeno.

Noite após noite e dia após dia, Louis trabalhou no sistema de Barbier, fazendo adaptações e aperfeiçoando-o.

Suportou muita resistência. Os donos do instituto tinham gasto uma fortuna na impressão dos livros com as letras em relevo. Não queriam que tudo fosse por água abaixo.

Com persistência, Louis Braille foi mostrando seu método. Os meninos do instituto se interessavam.

À noite, às escondidas, iam ao seu quarto, para aprender. Finalmente, aos 20 anos de idade, Louis chegou a um alfabeto legível com combinações variadas de um a seis pontos.

O método Braille estava pronto.

O sistema permitia também ler e escrever música.

A idéia acabou por encontrar aceitação. Semanas antes de morrer, no leito do hospital, Louis disse a um amigo:

"Tenho certeza de que minha missão na Terra terminou."

Dois dias depois de completar 43 anos, Louis Braille faleceu.

Nos anos seguintes à sua morte, o método se espalhou por vários países.

Finalmente, foi aceito como o método oficial de leitura e escrita para aqueles que não enxergam.

Assim, os livros puderam fazer parte da vida dos cegos. Tudo graças a um menino imerso em trevas, que dedicou sua vida a fazer luz para enriquecer a sua e a vida de todos os que se encontram privados da visão física.

***

Há quem use suas limitações como desculpa para não agir nem produzir.

No entanto, como tudo deve nos trazer aprendizado, a sabedoria está, justamente, em superar as piores condições e realizar o melhor para si e para os outros.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O menino que trouxe luz ao mundo da escuridão, do Livro das Virtudes II - o compasso moral, de Willian J. Bennett, ed. Nova Fronteira.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A mente apaga registros duplicados

Por Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.


Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.


Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente);
O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência). Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente.
Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA!
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras...
V-I-V-A !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos!
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ilhas

O ser humano não é em si uma ilha. Mas às vezes ele precisa ser.

Porque existem coisas que ele não sonharia em dizer em voz alta, porque sabe que seria doloroso demais. Ou então porque sabe que se tivesse certas ações, seria mau visto. Ou porque sabe que certas coisas, só se deve debater consigo mesmo.

A verdade é que só você se conhece inteiramente, e até essa é uma afirmação difícil de se fazer, pois nem você se conhece tão a fundo assim. Dadas devidas circunstâncias, só Deus sabe do que cada um é capaz.

E é por isso que precisamos sempre parar e refletir, pois a cada palavra dita e ação feita, podemos acabar virando ilhas, e o ser humano não foi feito para viver eternamente em solidão.

Mas afinal, o que é uma ilha? É um pedaço de terra completamente rodeado por terra. É um organismo "estranho" rodeado de outros. Você pode ser uma pessoa diferente, com uma visão de mundo diferente dos demais e se sentir sozinho. A água do mar sempre bate na areia da ilha e elas se misturam momentâneamente;mas no final do dia, a ilha continua sozinha e basta em si mesma, pois é um organismo independente. O que quer dizer que você pode estar rodeado de pessoas especiais, cada um à sua maneira, e ainda sim sentir que falta alguma coisa, sentir a solidão.

Às vezes é necessário se sentir assim, pois olhando para dentro de si mesmo é que se fica forte e acha-se soluções para os problemas enfrentados. É olhando para dentro de si mesmo que se percebe que o passado por lá mesmo deve ficar, e que nunca devemos nos arrepender de nada, não se deve mudar a não ser que se queira e que se deve ser verdadeiro sempre.

E a conclusão que eu chego é que eu prefiro ser uma ilha a ser igual a todo mundo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

E agora José?

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?

E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Mundo

Pra bom entendedor, meia palavra basta. Então vai aí o meu conselho: Vida, cada um com a sua. #fikdik

"Você que já esteve no céu
Foi tudo divertido pra você?
Chega a hora então de provar tudo que existe
Tire agora os sapatos, jogue tudo pro alto, sinta o chão
Aprender a andar descalço num mundo de asfalto e sem coração
Até que o mundo gire ao seu redor

Obrigado por passar mas estou de saída
Tem alguma coisa nova pra fazer
Vamos lá então ter um dia diferente
Eu só quero curtir ficar a toa, viver numa boa
E você quer respostas, exige provas, músicas novas
Até que o mundo gire ao seu redor

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece, que anda bebendo e está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido
Se eu for ligar para o que é que vão falar não faço nada

Eu procuro tentar entender
Porque eu sou tão importante pra você
Já que é bem melhor ser importante pra si mesmo
Eu não quero mudar, ser mais discreto, ser mais esperto
Já cansei de propostas, de dar respostas e ter que dar certo
Até que o mundo gire ao meu redor

Vão falar que você não é nada,
Vão falar que você não tem casa,
Vão falar que você não merece, que anda bebendo e está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido
Se eu for ligar para o que é que vão falar não faço nada"

O Mundo - Capital Inicial

terça-feira, 11 de maio de 2010

O que não quer calar

" Às vezes tudo parece estar errado.
Às vezes parece que os planos que você traçou para a sua vida se perderam em algum momento no espaço e você não sabe ao certo quando.
Às vezes, parece que as pessoas não te conhecem mais, que já não se importam.
Às vezes parece que você perdeu o controle."

Traçar metas e objetivos na sua vida é normal. Desde cedo você já faz isso, quando diz para a sua mãe que vai ser "tal coisa" quando crescer.
Tão normal quanto traçar metas e objetivos é mudá-los. Hoje você quer assim, amanhã você quer assado.
Mas o que acontece quando você alcança tudo que planejou? O que acontece quando você realiza os seus objetivos mais rápido do que pensou? E veja bem, eu estou falando em metas,objetivos, que são coisas completamente diferentes de sonhos. Sonhos são coisas muitas vezes intangíveis; Metas e objetivos são conquistados depois de muito esforço e tempo dedicado.
Eu tinha um planejamento na minha vida até 2 anos atrás, que se encaixava perfeitamente no meu sonho. Mas esse planejamento ruiu e eu tive que procrastinar o meu sonho mais uma vez. Eu consegui remontar meu esquema de planejamento, mas o meu sonho ficou guardado no meu subconsciente. Mesmo quando eu não pensava nele, ele estava lá, pois era uma peça-chave do meu esquema perfeito, mesmo ausente, ele estava presente.
Hoje eu percebi que alcancei as metas traçadas há 2 anos atrás, e agora me sinto sem chão. Pra onde eu vou daqui? Hoje, graças a Deus, eu tenho 3 empregos, estudo e me divirto. Mas por quê essa sensação de que falta alguma coisa?
Será o meu sonho lutando pra sair do meu peito?(Mas você não pode sair assim, sonho, não depende só de mim!...) Será eu mesma querendo me dizer alguma coisa? O que me falta, o que me prende? O que as pessoas estão esperando de mim?
O que, aliás, é outra pergunta que me faço. O que as pessoaas esperam que eu faça? Eu estou fazendo o melhor que eu posso. Eu erro, porque sou apenas humana. Todos dizem que eu tenho que aprender a relevar. Mas quando eles também vão ver que precisam relevar as besteiras que eu faço também? Eu nunca disse que sou dona da verdade, longe disso. Eu falho e muito. Mas estou tentando aprender com os meus erros, viver apesar e com eles. E viver apesar e com o erro dos outros também.
Mesmo depois de ter alcançado tudo que eu batalhei esses anos todos, eu sinto que a maior parte do meu esquema perfeito se perdeu, e eu não sei quando foi isso, e isso me angustia. Por que eu não tenho mais um objetivo ou uma meta traçada. Não estou nem perto de um dia talvez realizar meu sonho. Parada eu não vou ficar, vou procurar e traçar mais metas... Mas até quando isso? Até quando essa sensação de vazio vai perdurar? Até quando não ter as respostas que eu procuro vão me angustiar? Até quando essa sensação de falta de controle?
Talvez seja esse mesmo o ponto chave de tudo isso. Talvez eu tenha finalmente percebido que eu NÃO tenho o controle total da minha vida, que as coisas não vão sair como eu espero e que é tudo uma questão de tempo até tudo se resolver. Ou talvez as respostas pra essas perguntas venham em forma de metas...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

6 Coisas

...Que vocês não sabem sobre mim!

1- Amo ir ou voltar a pé de algum lugar

A melhor coisa que tem é colocar meus fones de ouvido, ligar naquela música que eu adoro e ir pensando na vida no caminho pra algum lugar!

2- Não consigo manter meu quarto arrumado

Não adianta,eu arrumo,arrumo,arrumo,arrumo e arrumo aquela birosca e vive zoado,acho que meus genes não me deixam viver em um ambiente livre de bagunça.

3- Amo cozinhar

Cozinhar pra mim é terapêutico. Quando eu preciso pensar na vida, me distrair um pouco, eu cozinho =)

4- Dar aulas

Na boa, eu me apaixonei por isso. É a melhor sensação do mundo você saber que tá adicionando conhecimento pra outra pessoa, que pode fazer a diferença na vida dela.

5- Atenção

Esse eu tenho que explicar. Eu acho a coisa mais legal do mundo quando você tá no seu canto e alguém,normalmente quem você menos espera, vem perguntar se tem alguma coisa de errado. É preocupação, uma coisa que você nota e que às vezes ninguém mais notou, e isso faz a diferença pra uma pessoa.

6- Ligo o ventilador pro pc não desligar sozinho.

Meu pc tá zoando tem algum tempo, e às evezes (normalmente no melhor de alguma conversa), ele desliga sozinho. Como já tentaram me explicar 15 milhões de vezes que o problema é no culler,que ele tem que voltar pro país dele e por isso não refrigera não sei o que no computador e eu não tenho tempo de levar na assistência,eu ligo o ventilador (não que isso resolva alguma coisa, mas ajuda bastante).